Impressões 07

Não, sobre o tempo sem postar não há desculpas nem tampouco falta sentida por leitores órfãos daquilo que, na verdade, nunca tiveram.

Não, um livro, folhetim, blog, pretensão que nem sabe seu fim não saberia os porquês de ter começo e não meio.

Não, não é possível exigir dos dedos que acompanhem o turbilhão de milhares e milhões de sinapses sem esboçar uma reação.

Não, por fim, não é possível não lamentar Dalai no Brasil.

Não, não será agora a explicação.

 

 

 

 

 



Escrito por Antonio Guerreiro às 17h34
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Impressões 06

Na verdade, aqui o título deveria ser "Bloqueio". Mais de dois meses sem uma única postagem. Inseguranças de um não autor iniciante. No dia 20 de dezembro do ano passado prometi uma postagem para aquela mesma semana. Menti.

Mudanças em meu programa na TV, textos que nunca ficam tão bons quanto você acha que mereceriam ser, apoios que vêm de quem você não espera, indiferença daqueles que você almejava alcançar. São motivos? Não, é auto-crítica demais mesmo ou algo que ainda grita tão forte em mim, mesmo depois destes sete - agora quase oito - anos que da cabeça para o teclado vão-se horas, dias e, no caso, dois meses.

Voltei sem nunca ter ido. Ao menos, é o que acredito agora.



Escrito por Antonio Guerreiro às 13h25
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Licença

Perdão. Problemas sérios fizeram com que as postagens fossem interrompidas nestes vários dias. Resolvidos.

Voltamos nesta semana com o quarto capítulo.

Obrigado.

 



Escrito por Antonio Guerreiro às 20h07
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Terceiro

Vermelho. Para onde quer que eu olhasse era só o que via no aeroporto internacional de Beijing (Pequim) desde que há intermináveis 15 minutos aguardava minhas malas aparecerem na esteira. Não havia meio-termo. Tinha realmente deixado toda e qualquer referência no continente europeu. Aqui, olhos puxados que em nada lembram os das colônias espalhadas por São Paulo, disciplina no andar, fala ininteligível, escrita ainda mais incompreensível. E o vermelho. Dominante, intimidador, complementar às fardas dos militares dispostos na seção de imigração e que pareciam enxergar o meu quase absoluto temor.

O dia anterior havia sido tranquilo em Londres. Roteiro básico e obrigatório: Westminster, Buckingham, Big Ben, Tâmisa, ônibus de dois andares, Soho, táxis clássicos moderníssimos, Heathrow, vôo. E pesadelo. Acordado e absurdamente prosaico.

Uma viagem ao oriente pode requerer pré-requisitos mais nobres como necessidade de auto-descobrimento, evolução espiritual, vocação aventureira, mas há uma lista de ítens mundanos obrigatórios para a viagem: a minha era extremamente detalhada e quase interminável. Uma rota que se anuncia proibida justifica a minúcia do relatório que recebi da agência que organizou a expedição e que lembrei de checar assim que o avião deixou Londres:

  • 3 calças folgadas de algodão
  • 6 camisas ou camisetas de algodão
  • roupas íntimas
  • 3 pares de meia de algodão
  • 2 pares de meia de lã
  • 2 shorts
  • 1 anorak (jaqueta fina impermeável e corta-vento)
  • 1 casaco pequeno para frio abaixo de zero grau
  • 1 malha de lã grossa
  • 1 long john (você deve conhecer como minhocão)
  • 1 cachecol
  • 1 roupa de banho
  • 1 par de sandálias de borracha (em alguns locais de expedição, como durante a travessia do Tibet para o Nepal, não é aconselhado colocar os pés no chão nem durante o banho por causa das condições precárias de limpeza das instalações no meio do Himalaia)
  • 2 pares de tênis ou sapatos confortáveis
  • 1 chapéu para sol
  • 1 mini-mochila
  • 1 cantil
  • Óculos escuros para neve
  • Porta-dinheiro (usado na cintura)
  • 1 lanterna tipo caneta (falta energia com frequência)  
  • Mini calculadora (Inglaterra, China, Tibet, Nepal e Índia: Libra, Yuan, Rúpia Nepalesa, Rúpia e...qual é o câmbio mesmo?)
  • 1 Tupperware específico para freezer (para guardar shampoo e creme dental, por exemplo. Com a variação atmosférica em função da perda ou ganho de altitude, as embalagens estouram. O pote mantém as roupas a salvo)
  • Filtro solar e creme hidratante
  • 1 seringa descartável com agulha (para o caso de uma antitetânica emergencial no meio do nada, no mínimo, uma seringa e agulha confiáveis)
  • Micro-farmácia para uso pessoal
  • Documentos (passaporte, vistos, etc...)
  • Certificado de vacinação contra febre-amarela (sem ele, vindo do Brasil, é proibido entrar na China)

Entre as centenas de passageiros do Boeing 747-400 da British Airways com destino a Beijing no início da noite de 03 de outubro de 1.998 havia apenas um brasileiro. Alguém que, do assento 28G, com os olhos arregalados observava o documento a ser preenchido:

 

Proibido. Febre-amarela. Declaração de saúde. Vacinação. A cerca de 1.200km/h, acima das nuvens, minha única lembrança era de de um pequeno cartão amarelo esquecido sobre o criado mudo de um apartamento no bairro dos Jardins, em São Paulo. Se era aventura o que procurava ao deixar o Brasil, ela começava ali, com a total e irrestrita incapacidade de mudar a situação. E ainda faltavam mais de 15 horas até chegar ao continente asiático.

Na esteira do aeroporto de Beijing, é a terceira vez que uma de minhas malas passa por mim. Um funcionário da companhia aérea faz menção de ajudar, mas permanece apenas observando o rapaz que aperta com toda a força o papel com a declaração de saúde para o governo chinês, sem tirar os olhos das paredes vermelhas.

Estou na China. Proibido de pisar no solo que é a porta de entrada para o reino tibetano.

 

 



Escrito por Antonio Guerreiro às 11h18
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Tibetanas 02

Na verdade, essa deveria ser "Londrina" e não tibetana, mas vamos lá. Leicester Square fica entre dois pontos bem conhecidos pelo turista que visita a capital inglesa: Covent Garden e Piccadilly Circus ao norte de Trafalgar Square. Não é sem motivo que cito um cinema no texto do livro. Leicester (fala-se Lester) tem inúmeros deles. No mais famoso, Odeon, um ingresso chega a custar £8 (cerca de R$30). Mas vale pelo charme.

 



Escrito por Antonio Guerreiro às 12h19
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Livro

Seguem o primeiro e segundo capítulos juntos, para quem não quer tanta barra de rolagem.

Primeiro

Eram três e cinco quando olhei para o relógio. Apesar do ar rarefeito e do travesseiro de oxigênio estar praticamente no fim, não acredito que tenha sido a altitude o motivo de todo o mal. A maldade que impregnava o ambiente não vinha de fatores externos, eu sabia. Estava em mim e não parecia querer ficar escondida por muito mais tempo.

Levantei, acendi o terceiro ou quarto cigarro da noite, algo proibido na altitude de 3.700 metros de uma terra proibida e fui à janela. À minha frente, a imensidão do Himalaia. Abaixo, dois prosaicos carros estacionados em um pátio imundo. O silêncio da madrugada era cada vez mais alto no quinto andar de um hotel sem nome. O único movimento era o da fumaça dançando na trajetória esperada tendo a cordilheira como pano de fundo. A calma que eu tanto buscara servia agora de combustível à minha insônia.

Perdido no topo do mundo. E o que me resta são as formas de uma fumaça pairando no céu tibetano. Formas que lembram templos, monges, papiros, montanhas, chás e velas de manteiga de yak, degustações de pulmões de carneiro, frio, muralhas, trilhas, trocas, mais frio, mantras, imagens protegidas por vidros, budas seculares, muito frio, palácios invadidos, chineses, cabanas, bandeiras, fé, um frio insuportável, crianças, rajadas, frio...O vento cortava meu rosto às seis da manhã quando despertei do pesadelo na minha primeira noite em Lhasa, a lendária capital do Reino do Tibet.

Segundo

O cinza da manhã era esperado, mas não tanto assim. No espelho à minha frente eu ainda podia identificar uma noite com mais ansiedade que sono. A tensão voltava a tomar conta de mim quando percebi os dois olhos impacientes por trás de minha imagem refletida. A loja estava cheia e o vendedor não tinha muita tempo para aguardar minha terceira ou quarta prova de óculos para neve. Percebendo a irritação, decidi pelo último, mesmo sem ter muita certeza disso. Paguei, recebi um sorriso automático com o troco e deixei o local enquanto ouvia alguém perguntar se havia ou não um modelo de bolsa com alças ou algo assim. A porta bateu atrás de mim quando olhei o relógio da rua. Eram 10h03 em uma travessa próxima a Leicester Square, Londres, minha primeria parada na Europa, rumo ao Tibet.

O roteiro era esse: São Paulo, Londres por dois dias e aí, a China: Pequim - cinco dias, Xian - um, Chengdu - mais um e, finalmente, Lhasa. A viagem até a Inglaterra havia sido tão tranquila quanto uma noite poderia ser nos últimos meses. Uma vez mais quase não dormi. Mais de uma vez, tive pesadelos nos breves cochilos. Em um deles - praxe em viagens, embora inédito no meu caso, vivia um desastre aéreo. Na verdade, o que menos me assustou. A sensação de morte imediata não me apavorava, ao contrário, fazia com que ficasse tranquilo. Duas poltronas à frente, no corredor ao lado, uma senhora parecia rezar o décimo terço da noite. Atrás dela e quase ao meu lado um jovem reclamava baixo com seu fone de ouvido. Dentro de mim, dúvidas saltavam. Havia deixado minha esposa no Brasil, faríamos um ano de casamento nos próximos dias e mais do que a saudade ou o conforto com a idéia da morte em meu pesadelo, o que me angustiava era saber que, em breve, estaria a cerca de 44 horas de casa, percorrendo uma estrada proibida sem saber bem o porquê daquilo tudo. Não tinha respostas às perguntas que ela não havia me feito. Por que viajar sozinho? Por que o Tibet? Quais fossem as justificativas, não estava pronto para elas. A iluminação baixou na chegada a Gatwick.

O aeroporto impecavelmente cuidado me fazia lembrar que Londres seria meu último contato com o ocidente em toda a viagem. Por ocidente leia-se compras, idioma, comida palatável, feições conhecidas, contato com produtos imprescindivelmente supérfluos. No ônibus em direção à cidade peguei pela primeira vez o caderno com as anotações que havia feito sobre o Tibet. População da capital: 160 mil chineses, 100 mil tibetanos. Idioma: o mandarim aparece em maior destaque nas placas comerciais ou de sinalização que o tibetano. Religião: o governo chinês desestimul....

Uma luz me cegou por um instante. O reflexo de um improvável sol no relógio de Leicester Square atingiu meus olhos e lembrei dos óculos para a claridade da neve embalados na sacola que carregava. São 10h28 e estou parado há quase meia hora na frente de um dos inúmeros cinemas da região. Sorrindo com o lugar-comum, quase desconcertado, vejo que o filme passara dentro de mim.

O melhor é ir para o hotel. Amanhã à noite, a China me espera. Talvez mais do que eu a ela.



Escrito por Antonio Guerreiro às 13h19
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Impressões 05

Os cromos não querem ser digitalizados. Mas serão. Aí está o "segundo", ainda sem fotos. Mas já.

Escrito por Antonio Guerreiro às 00h00
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Segundo

O cinza da manhã era esperado, mas não tanto assim. No espelho à minha frente eu ainda podia identificar uma noite com mais ansiedade que sono. A tensão voltava a tomar conta de mim quando percebi os dois olhos impacientes por trás de minha imagem refletida. A loja estava cheia e o vendedor não tinha muita tempo para aguardar minha terceira ou quarta prova de óculos para neve. Percebendo a irritação, decidi pelo último, mesmo sem ter muita certeza disso. Paguei, recebi um sorriso automático com o troco e deixei o local enquanto ouvia alguém perguntar se havia ou não um modelo de bolsa com alças ou algo assim. A porta bateu atrás de mim quando olhei o relógio da rua. Eram 10h03 em uma travessa próxima a Leicester Square, Londres, minha primeria parada na Europa, rumo ao Tibet.

O roteiro era esse: São Paulo, Londres por dois dias e aí, a China: Pequim - cinco dias, Xian - um, Chengdu - mais um e, finalmente, Lhasa. A viagem até a Inglaterra havia sido tão tranquila quanto uma noite poderia ser nos últimos meses. Uma vez mais quase não dormi. Mais de uma vez, tive pesadelos nos breves cochilos. Em um deles - praxe em viagens, embora inédito no meu caso, vivia um desastre aéreo. Na verdade, o que menos me assustou. A sensação de morte imediata não me apavorava, ao contrário, fazia com que ficasse tranquilo. Duas poltronas à frente, no corredor ao lado, uma senhora parecia rezar o décimo terço da noite. Atrás dela e quase ao meu lado um jovem reclamava baixo com seu fone de ouvido. Dentro de mim, dúvidas saltavam. Havia deixado minha esposa no Brasil, faríamos um ano de casamento nos próximos dias e mais do que a saudade ou o conforto com a idéia da morte em meu pesadelo, o que me angustiava era saber que, em breve, estaria a cerca de 44 horas de casa, percorrendo uma estrada proibida sem saber bem o porquê daquilo tudo. Não tinha respostas às perguntas que ela não havia me feito. Por que viajar sozinho? Por que o Tibet? Quais fossem as justificativas, não estava pronto para elas. A iluminação baixou na chegada a Gatwick.

O aeroporto impecavelmente cuidado me fazia lembrar que Londres seria meu último contato com o ocidente em toda a viagem. Por ocidente leia-se compras, idioma, comida palatável, feições conhecidas, contato com produtos imprescindivelmente supérfluos. No ônibus em direção à cidade peguei pela primeira vez o caderno com as anotações que havia feito sobre o Tibet. População da capital: 160 mil chineses, 100 mil tibetanos. Idioma: o mandarim aparece em maior destaque nas placas comerciais ou de sinalização que o tibetano. Religião: o governo chinês desestimul....

Uma luz me cegou por um instante. O reflexo de um improvável sol no relógio de Leicester Square atingiu meus olhos e lembrei dos óculos para a claridade da neve embalados na sacola que carregava. São 10h28 e estou parado há quase meia hora na frente de um dos inúmeros cinemas da região. Sorrindo com o lugar-comum, quase desconcertado, vejo que o filme passara dentro de mim.

O melhor é ir para o hotel. Amanhã à noite, a China me espera. Talvez mais do que eu a ela.



Escrito por Antonio Guerreiro às 22h49
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Impressões 04

Muito mais que um "segundo". São muitas as mensagens via e-mail reclamando sobre a ausência do segundo capítulo, prometido para sexta. O fato: o texto está pronto, mas as fotos passam a ter uma importância vital a partir deste ponto do livro. E tive problemas sérios na digitalização.

Para os mais jovens pode soar impensável, mas sete anos atrás as fotos foram feitas todas em cromo e tive que passá-las para o processo digital. O tal Cd veio com defeito duas vezes seguidas e ainda aguardo o perfeito. Optei por não subir o texto sem as fotos.

Peço paciência oriental, mas o "segundo" chega logo. Infelizmente, em mais de um segundo.



Escrito por Antonio Guerreiro às 12h15
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Um "segundo"

Pequeno problema técnico nas fotos do segundo capítulo. Resolvendo.

Escrito por Antonio Guerreiro às 18h32
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Impressões 03

Aos que perguntam: sim, teremos fotos e mais fotos de Tibet, China, Nepal, Índia e até mesmo Inglaterra. A partir do segundo capítulo. Por sinal, depois de amanhã.



Escrito por Antonio Guerreiro às 12h10
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Impressões 02

Boas.

São várias as perguntas via e-mail sobre a história do Tibet. Invasão chinesa, costumes, cultura e principalmente, Dalai Lama. Evitarei responder uma a uma nas tais "impressões" porque destas questões também é feito o livro. Durante a trama aparecerão as respostas. As que faltarem prometem presença ou aqui ou em "tibetanas". Mas no final de tudo, certo?



Escrito por Antonio Guerreiro às 17h12
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Tibetanas 01

No primeiro capítulo cito o "travesseiro de oxigênio". No hotel de Lhasa, a capital do Tibet, onde fiquei hospedado, realmente tive que utilizá-lo na primeira noite. A engrenagem é simples: um travesseiro, de borracha, cheio de ar, com dois canudos que saem da lateral e vão direto para as suas narinas. Não, não dá para relaxar com a cabeça sobre ele, é preciso deixá-lo ao lado no colchão enquanto você dorme em um normal.

Como se fosse possível dormir ou relaxar na primeira noite...



Escrito por Antonio Guerreiro às 22h57
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Impressões 01

Otto Lara Resende costumava dizer que um escritor nunca termina um livro, apenas o entrega. Em meu caso, eu nunca começaria um livro, daí o blog/folhetim. O livro virá graças a comentários, sugestões, observações como os vários que recebi desde a estréia. Obrigado a todos. Mesmo. E a viagem apenas começou.



Escrito por Antonio Guerreiro às 22h54
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Primeiro

Eram três e cinco quando olhei para o relógio. Apesar do ar rarefeito e do travesseiro de oxigênio estar praticamente no fim, não acredito que tenha sido a altitude o motivo de todo o mal. A maldade que impregnava o ambiente não vinha de fatores externos, eu sabia. Estava em mim e não parecia querer ficar escondida por muito mais tempo.

Levantei, acendi o terceiro ou quarto cigarro da noite, algo proibido na altitude de 3.700 metros de uma terra proibida e fui à janela. À minha frente, a imensidão do Himalaia. Abaixo, dois prosaicos carros estacionados em um pátio imundo. O silêncio da madrugada era cada vez mais alto no quinto andar de um hotel sem nome. O único movimento era o da fumaça dançando na trajetória esperada tendo a cordilheira como pano de fundo. A calma que eu tanto buscara servia agora de combustível à minha insônia.

Perdido no topo do mundo. E o que me resta são as formas de uma fumaça pairando no céu tibetano. Formas que lembram templos, monges, papiros, montanhas, chás e velas de manteiga de yak, degustações de pulmões de carneiro, frio, muralhas, trilhas, trocas, mais frio, mantras, imagens protegidas por vidros, budas seculares, muito frio, palácios invadidos, chineses, cabanas, bandeiras, fé, um frio insuportável, crianças, rajadas, frio...O vento cortava meu rosto às seis da manhã quando despertei do pesadelo na minha primeira noite em Lhasa, a lendária capital do Reino do Tibet.



Escrito por Antonio Guerreiro às 17h13
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Um autor e seus personagens em um folhetim eletrônico que mistura ficção e realidade tendo como cenário as montanhas do Himalaia, o Tibet, Nepal, Índia
e China.

Em 1.998, Antonio Guerreiro cruzou a rota proibida do Oriente. Sete anos depois,
você é convidado a embarcar nesta aventura.

A cada semana, um capítulo. Diariamente, impressões do autor e troca de idéias com o leitor. No final da viagem, um livro pronto.

Faça suas malas e boa leitura.

 

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  13/11/2005 a 19/11/2005


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